terça-feira, 13 de novembro de 2012

A INFLUÊNCIA DA CULTURA ITALIANA E ARÁBE NO BRASIL.

Trabalho de alunas do 7º semestre curso dePedagogia Unemat, campus de Cáceres 2012/2

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CÀCERES – “JANE VANINI”

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA

DISCIPLINA: DIVERSIDADE CULTURAL

DOCENTE: ANTÔNIO EUSTÁQUI DE MOURA

DISCENTE: ARIELLY, INAILZA, LILIANE, RECELI, SANDRA, VALDETE E VANESSA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A INFLUÊNCIA DA CULTURA ITALIANA E ARÁBE NO BRASIL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cáceres/MT

2012/02

 

A Influência da Cultura Italiana e Arábica no Brasil.

            Italianos:

No século XIX a Europa vivia um grande crescimento populacional ao lado do acelerado processo de industrialização que resultou em altos índices de desemprego no continente. Neste mesmo período acontecia no Brasil o processo de abolição da escravatura e a expansão das plantações de café. O governo brasileiro com déficit de mão-de-obra e interessado em europeizar a cultura brasileira, não perdeu tempo e mandou espalhar vários panfletos por toda a Itália oferecendo empregos e melhores condições de vida. Milhares de italianos empolgados com a oferta logo compraram passagens para o Brasil. Os imigrantes foram conduzidos para a zona rural do Sul do país onde trabalhavam como pequenos agricultores, mais tarde foram impulsionados a trabalharem nas fazendas de café do Sudeste de se concentrando em sua maioria no estado de São Paulo.

Atualmente, de acordo com a embaixada italiana no Brasil, vivem no país cerca de vinte cinco milhões de descendentes de italianos concentrados no Sul e no Sudeste, mas especificamente em São Paulo.

Despois de muitos anos vivendo no Brasil os italianos deixaram uma herança cultural que hoje já é cultura brasileira. A produção de uva e vinho trazida pelos imigrantes se expandiu de tal forma que hoje é a base da economia de algumas cidades no Rio Grande do Sul. A música fandango, a alegria das danças, como o xote de quatro passos, e as festas regionais do Sul do país em sua maioria foram trazidas pelos imigrantes. A gaita de piano (de teclas) símbolo gaúcho foi introduzida no país por meio dos italianos. A culinária brasileira conta com grande influencia italiana, como por exemplo, o hábito de comer panetone no natal, pizzas e massas em geral.

O sotaque de alguns brasileiros, principalmente no Sul do país e em São Paulo, são bastante marcados pelo idioma italiano. Outra herança que os imigrantes italianos nos deixaram foi a criação de um time de futebol em 1914 chamado Palestra Itália, com o objetivo de unir os imigrantes italianos em São Paulo. Esse clube teve seu nome mudado para Sociedade Esportiva Palmeiras por conta da Segunda Guerra mundial e da ditadura de Vargas que proibia qualquer manifestação cultural italiana no país.

Além de todas essas manifestações culturais italianas encontradas no Brasil, podemos citar ainda, o ensino da língua italiana em algumas escolas ainda hoje, a arquitetura de suas casas, as roupas ainda usadas em festas comemorativas, a religião com suas tradicionais festas a santos, o artesanato e muitas outras marcas culturais italianas que podemos encontrar em nosso país.

Árabes:

Os imigrantes árabes chegaram ao Brasil no final do século XIX e início do século XX. Acredita-se que os primeiros imigrantes árabes vieram para o Brasil atraídos por uma visita do Imperador Dom Pedro II em uma visita ao Oriente Médio ficou encantado com a cordialidades e a cultura árabe.  Dominados pelo império Turco-Otomano, os árabes viram na emigração uma oportunidade de se livrarem da opressão turca. Os árabes cristãos eram perseguidos pelos islâmicos, o que no final do século XIX impulsionou muitos árabes cristãos, em sua maioria da Síria e do Líbano, a migrarem para a América do Norte e América do Sul, em especial, o Brasil.

Diferentes de outros imigrantes os árabes não vieram para o Brasil trabalhar em lavouras, mas na sua grande maioria trabalhavam como mascates, cacheiro viajante e com o tempo se tornaram grandes varejistas e industriais. Na metalurgia desenvolveram artefatos de metais indispensáveis e difíceis de obter na época em São Paulo e no Brasil. Espalhados por todo o Brasil se concentraram mais na região Sudeste onde se encontrava o centro comercial do país.

Embora nunca tenham chegado em enormes contingentes ao Brasil, atualmente milhões de brasileiros são descendentes de árabes, devido a esse forte costume de possuir famílias numerosas. Ao virem para o Brasil trouxeram seus costumes e cultura que atualmente faz parte também da cultura brasileira. A esfirra, o quibe, a cafta, o arroz, a berinjela, o almeirão, a acelga, a cana-de-açúcar, a laranja, o limão, o algodão, a alface, a amora, entre outras culinárias e vegetais os árabes também trouxeram consigo o álcool e o ácido sulfúrico. O hábito de tomar café foi expandido por todo o mundo pelos árabes. Além disso, temos também como herança árabe em nossa cultura os algarismos arábicos e a álgebra. Deve-se aos árabes o desenvolvimento dos estudos  da medicina, da química e da filosofia; a difusão do uso do papel, da bússola e da pólvora. Na beleza introduziram a pintura das unhas e  os Contornos dos olhos.

Os árabes trouxeram (e introduziram em nosso vocabulário) mais de seiscentas palavras na Língua Portuguesa. A seguir algumas palavras de origem árabe introduzidas em nossa língua: Ceia; safra; cântaro; fulano (a); Azinhaga; almofada; alfinete; ou; alfinete; almofada; alcachofra; algodão; almirante; alqueire;álgebra; alcova; alfaiate; álcool; algazarra; alfândega; almoxarife; algema; algazarra; almoxarife; algema; alaúde; aldeia; alarido; alicate; algoz; alicate; alarido; almanaque; albergue; alazão; algarismo; alvenaria; alface; alcatifa; alfafa; alpargatas; alambique; alcunha; alpiste; almudi; alfazema; alquimia; alvará; alarde; alamar; alcaparra; albarda; alguidar; Albornoz; alcatrão; alvaiade; alcatraz; alecrim; alfarrábio; alcaide; alferes; algaríva; alfaia; algibeira; alicerce; aljôfar; alfenim; aljava; almeirão; alforge; almíscar; alfaroba; alfavaca; alvíssaras; almofariz.

A arte de escrever, seja em prosa ou poesia, está profundamente relacionada à cultura árabe, cuja tradição da palavra escrita tem raízes no hábito da leitura do Alcorão, e as descrições literárias na vida nômade do deserto. A influência dessa cultura é sentida na estrutura narrativa do conto e do romance ocidentais. A lista de escritores de origem sírio-libanesa que nasceram ou adotaram o país é imensa.

 

Referências:




BONETTI, Elaine Fátima; ROLLA, Ângela da Rocha; HEES, Carlos Renato. A cultura imigrante italiana no Brasil, no Rio Grande do Sul e na região Centro-Sul. Disponível em: <http://guaiba.ulbra.br/seminario/eventos/2007/artigos/letras/215.pdf>. Acesso em: 01 de Out. 2012. 


 

Povos Alemães e Poloneses suas contribuições culturais no processo de


UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

CAMPOS UNIVERSITÁRIO “JANE VANINE”

DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA

7º SEMESTRE

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E DIVERSIDADES

DOCENTE:PROFESSOR DRºANTONIO EUSTAQUIO DE MOURA
 
DISCENTES: CARLA F. P LEITE; GLEICE B. CAMPOS; ICELLI ROSA; REGINA DA SILVA;  ROSANA DA CRUZ ALVES; SANDRIELE ORTEGA DIAS

 

 

 

 

 

 

 

 

Cáceres-MT 2012-10-18

Povos Alemães e Poloneses suas contribuições culturais no processo de

Transculturação no Brasil:

            Dos grupos étnicos alienígenas que tem participação do processo de transculturação no Brasil, podemos destacar os grupos Alemães e Poloneses, como um dos povos com mais importância nesse processo cultural. Os primeiros Alemães chegados eram povos tanto da Alemanha do Norte como do Sul, da Holstein, da Saxoni, de Oldenburg, também da Renania,da Baviera, essas eram as cidades de origem desses povos que migraram para o Brasil. Segundo o autor no ano de 1827, chegaram os primeiros imigrantes germanos ao porto de Santos, este primeiro grupo foi para Santo Amaro, os grupos que vieram a seguir foram para localidades como São Roque, Embu, Itapecerica, Rio Claro e para os cafezais, no interior do estado de São Paulo O Rio Grande do Sul foi o estado que mais recebeu imigrante alemão, seguido de Santa Catarina. O ápice da imigração alemã no Brasil ocorreu entre 1920 e 1930, onde, depois da I Guerra Mundial antes do início da Segunda Grande Guerra, época em que desembarcaram no país, alemães fugindo das tensões políticas e econômicas que aconteciam em seu país de origem, onde havia grande desemprego.

            Estes Alemães chegados tiveram de enfrentar os árduos trabalhos de pioneiros, derrubando árvores, matas, abrindo caminhos e estradas, construindo assim suas casas, constituíram suas colônias com seus elementos culturais de origem a, maioria desses povos se constituíram e se criaram no Sul e no Espírito Santo, muitas dessas colônias hoje são cidades e municípios prósperos.

.     Estes novos imigrantes já não se dirigiam às áreas rurais alguns deles vieram como refugiados políticos, mas trabalhavam como operários, professores, etc. Desta forma, a mão de obra alemã especializada que chegou ao Brasil foi de grande importância para o desenvolvimento da industrialização do sul do país.    Nesta concepção o grupo Alemão de forma de cultura diferente, não encontrou muita felicidade ao chegar ao Brasil agravando assim a situação e tiveram que ficar isolado.      De acordo com as leituras do texto não havia unidade cultural no elemento alemão vindo para o Brasil, entretanto foi recebido alemães de culturas variadas o que correspondia também á variedade étnica e cultural dos elementos imigrados. Contudo esta diversificação verificada em núcleos alemães originada de formação étnica e cultural dos elementos imigrados de certo denominador comum baseado no trabalho agrícola o que facilitou juntamente com, a própria variedade cultural, os processos transculturais. O que se destaca de influencia Alemães no Brasil, é a arquitetura. Dentre esses ambientes cuja caracterização, o imigrante Alemão implantou os principais aspectos de sua cultura, no que se refere á casas, onde suas construções passa por três etapas; A primeira etapa de suas construções foram os barracão, rancho; A segunda etapa vem a ser a construção das casas de madeiras, feitas de tabua, preparadas na serraria; A terceira etapa foi a construção das casas de tijolos, coberta de telhas, no entanto ainda utilizado o madeiramento. Estas três etapas vão correspondendo a elevação social ou a elevação econômica do colono. Entre tantos valores culturais não pode deixar de destacar, o uso de cavalos, que servia tanto para a montaria como para os serviços da colônia. O Alemão contribuiu enormemente para o desenvolvimento econômico das áreas em que influiu, onde predominou e predomina nas comunidades teuto-brasileiras, com a distribuição de lotes ou a criação de novas propriedades, que nitidamente ainda sofrem influencias primitivas de sua cultura. Uma vez que os aspectos religiosos seguem os mesmos padrões de suas terras de origem, os mesmos hábitos de família, tanto nas atividades de trabalho, na organização da comunidade, na manutenção de sacerdotes católicos ou, nos serões e nos casamentos foram mantidos, pelos alemães.

 

POLONESES

 

.        A Imigração Polonesa no Brasil integrou o grande fluxo imigratório da segunda metade do século XIX e início do século XX no Brasil. A presença dos poloneses é extremamente marcante na região Sul do Brasil. Entretanto os Poloneses culturalmente são latinos, entre eles predomina o catolicismo apostólico romano sendo assim filiam-se sob outros aspectos como os padrões latinos de civilização ocidental. De acordo com o texto a imigração polonesa para o Brasil nos tem trazidos principalmente agricultores localizando se na região do sul Brasil, os Poloneses dedicaram se a exploração agrária e a construção de casa de madeiras havendo entre eles bons carpinteiros segundo o autor geralmente a colonização Polonesa dedicam-se principalmente ao trabalho agro extrativo como a extração de madeira colheita de erva mate vinicultura, pecuária etc.;            

            Os poloneses fizeram parte dos diversos grupos de imigrantes que chegaram ao Brasil, embora em quantidade muito menor do que algumas nacionalidades, mais presentes, como os italianos, os portugueses e os alemães. Os poloneses imigravam de seu país de origem estimulados pela complicada situação econômica da Polônia. Na terra natal, os nativos enfrentavam graves problemas em relação à qualidade de vida que dispunham, o índice de desemprego era elevado, e a Polônia não tinha indústrias para absorver sua população devidamente. Com dificuldades também para ocupar as lavouras, a alternativa que atraiu os poloneses foi a emigração. O Brasil foi escolhido por facilitar a presença de estrangeiros e pela grande investida que realizava no momento com o intuito justamente de atrair estrangeiros.

            A Imigração Polonesa no Brasil guiou-se especialmente para a região Sul do país. A maior parte dos poloneses se estabeleceu nas regiões do entorno da cidade de Curitiba. No estado do Paraná, fundaram ainda as cidades de Mallet, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati e União da Vitória. A cidade de Curitiba é a segunda cidade do mundo, em território fora da Polônia, com a maior quantidade de poloneses, em consequência da grande quantidade de habitantes de tal origem o estado do Paraná é o local com maior expressão cultural dos poloneses. Entre 1870 e 1920, os poloneses se estabeleceram no Paraná como pequenos fazendeiros no estado, em seguida passaram a migrar e ocupar postos de trabalho em fazendas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Somente na década de 1920 que imigrantes poloneses, em número considerável, passaram a se estabelecer em São Paulo, onde se tornaram comerciantes ou ingressaram como operários nas indústrias. Esses dois grupos distintos contribuíram com o crescimento cultural do Brasil, cada qual com seu valor, no entanto ambos só enriqueceram diversidade cultural entre esses povos.

 
 
 

 

CONTRIBUIÇÔES CULTURAIS DOS POVOS INDIGENAS


CONTRIBUIÇÔES CULTURAIS DOS POVOS INDIGENAS

FONTE

DIÉGUES JUNIOR, Manuel. Etnias e Culturas no Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exercito, 1980.


 

CONTRIBUIÇÔES CULTURAIS DOS POVOS INDIGENAS

 

1 - O que os povos indígenas nos trouxeram [legaram]

 

Não é adequado falar indígena, e sim INDIGENAS, pois inúmeros povos indígenas entraram em contato com os colonizadores   [AM1] p.61

 

Povos (Grupos) Indígenas existentes na “época da descoberta”

            Tupis

            Jês

            Aruaques

            Caribes (Caribas, Caraíbas)

 

Dentre os povos indígenas existentes no Brasil no “tempo da descoberta”. Os povos do grupo Tupi é que tiveram maior contato com os colonizadores, passando mais elementos culturais para a Cultura Luso-Brasileira [Brasileira]            61- 62

 

Entretanto, em menor quantidade, existem elementos culturais de outros grupos indígenas na Cultura Brasileira                        62

 

Condições Culturais dos Tupis (grupos Tupis)                62 – 63

Espalhavam pela costa brasileira da Ilha do Marajó a lagoa Mirim (RGS)

Ao sul do rio Amazonas

Nos grandes tributários dos rios Tocantins e Xingu

Bacia do rio Tapajós em direção as cabeceiras do rio Arinos, no centro de Mato Grosso

 

Praticavam a caça, a pesca e a agricultura

Agricultura mais importante era a mandioca

Pescavam com anzol e linha, arco e fecha puçá, barragem, veneno e a mão

Usavam excitantes

            Guaraná

            Tabaco

            Mate

 

Praticavam a cestaria com fibras vegetais e a tecelagem com algodão silvestre      62

Habitam ocas formando malocas ou taba, que era o agrupamento de 4ª7casas, dispostas em torno de um terreno quadrangular

Casas não tinham divisões [moravam varias famílias]                      62

Utensílios domésticos – recipientes de barro, bancos rústicos, redes de algodão    63

 Região amazônica)

Faziam tatuagens e pintavam o corpo com urucu e jenipapo

Vários grupos faziam deformações na cabeça, e o uso de botoque ou tambetás

 

Armas – arco e fecha, lança, tacape, punhais e zarabatanas (na região amazônica)

 

Ponto de vista Espiritual

Ciclo de herois civilizadores: Sumé, Monã, Mairá, Tamendonaré

Tupi, ser supremo

Mitos solares e lunares: Guaraci, Jaci

Gênios locais – Jurupari, Caapora, Curupira, Iara, Anhangá

Autoridade religiosa superior – Page (sacerdote, curandeiro, e adivinho)

Predominava o Xamanismo

 

Organização Social                            63

O morubixaba, assistido pelo conselho de anciões da tribo, presidia a organização social

Patrilocalidade no casamento

Predominância absoluta do chefe de família

 

 

Grupo Jê                                            63

Localização – todo o Brasil Central

O rio São Francisco, a do médio Tocantins, ao Neste, até a bacia do Xingu, ao oeste

Do médio Tocantins, ao Norte, até o Rio Verde, ao Sul

 

Admite-se que habitavam a costa, mas foram expulsos pelos Tupis                        64

 

Praticavam a caça, a pesca e a agricultura

Agricultura era desconhecida [???]               64

            Cultivavam o milho

            Comiam crua a mandioca

 

Dormiam em folhas e cascas de arvores não possuindo redes

Não faziam tatuagens

Pintavam o corpo com urucu e jenipapo

 

Pobres em ornamentação plumaria

Colavam penas no corpo com mel

Utilizavam arco e fecha

Pescavam com anzol

 

Furavam as orelhas, lábios e o septo nasal

Introduziam botoques nas orelhas e nos lábios

 

Parte espiritual

Conheciam heróis civilizadores

Maré se apresentava como criador da coleta e da vida comunitária

Tinham idéias astroláticas

 

Alguns povos

            Tinham mitos solares e lunares, inclusive influindo na disposição das aldeias

            Sol visto como criador da vida

            Sol e lua vistos como protetores das colheitas, da puberdade e da procriação

 

Organização Social                64

Família monogâmica, mas havendo casos de poligamia entre os chefes e alguns povos do Chaco

[Em Alguns] povos havia a matricalidade e matrilinearidade

Haviam ritos de puberdade que se iniciavam com a perfuração do septo nasal, do labio e do lóbulo da orelha

Entre os Xerentes, além das casas das famílias, havia casas para solteiros, para associações de homens e para associações de mulheres                    65

 

ARUAQUES                         65

Localização ocupavam as ilhas do estuário do rio Amazonas, e a faixa costeira do Norte. 

Áreas do rio Purus, parte oeste do Amazonas, do Juruá, do Solimões, e do rio Negro

A principal área deste grupo era as Antilhas.

No Brasil o principal grupo era os Aruás, que segundo os especialistas eram autores da cerâmica marajoara

 

As casa eram cônicas e cobertas de folhas de palmeiras

A aldeia tinha forma circular

Entre os povos ribeirinhos havia casas de palafitas

 

Tinham ornamentação rica e apurada técnica na elaboração de adornos

Usavam [?]saiote de algodão tingido. (initi)

Praticavam a tatuagem e pintavam o corpo

Agricultura era desenvolvida

            Mandioca, tabaco, milho e batata [qual?]

 

Cerâmica, cestaria e tecelagem desenvolvidos

 

Religiosidade

Sol e a lua eram considerados antigos chefes e civilizadores

 

Sobrevivências totêmicas

Matrilinearidade

Poligamia

 

CARIBES, CARAÍBAS, CARIBAS                                  65

Habitavam em território brasileiro, a maior parte da área ao Norte do rio Amazonas, do Jaí´[?]até alem do Rio Branco.

Fora do Brasil, moravam na Venezuela

 

Apropriaram de áreas dos povos Aruaques

 

Aldeias em foram circular                                         66

Casas de danças para rituais religiosos e mágicos

Palafitas

 

Não usavam tatuagens

Usavam pouca pintura no corpo

Depilavam-se completamente

Andavam nus

 

Organização Social

Família era matrilinear

O tio materno tinha a autoridade de pai

Algumas tribos conheciam a “couvade”

 

Praticavam festas da plantação, da colheita e ritos de passagem

Fabricavam mascaras de madeira ou de palha representando animais

As mascaras eram utilizadas nas danças ou pantomimas nas festas

 

Agricultura                                         67

            Mandioca, milho e feijão

Conheciam enxada de pau

 

Praticavam caça e pesca com arco e fecha

Possuíam canoas aperfeiçoadas e fabricavam remos

Tecelagem rudimentar

 

Contribuições dos povos indígenas para a Cultura Brasileira               68 e 69

Tipos de construções

Gêneros de alimentação

Processos de

            Caça e pesca

            Tecelagem

            Fabricação de cestos

            Instrumentos de musica

Mitos

Lendas

Praticas religiosas

Receitas

Práticas recreativas

[plantas medicinais]

 

Mundéu ou alçapão                           68

Arapuca

Bodoque

Rede, puçá de pesca

Complexo da mandioca

Milho no preparo de quitutes

Moqueca

Moquém

Fabrico de cestas de palha de bananeira ou de palmeiras

Figuras e utensílios de barro

Canoas

 

Uso do tabaco                                    69

Banho de rio

Pé descalça

Descansar ou defecar de cócoras

Uso de rede, gamela, cabaça

 

FONTE

DIÉGUES JUNIOR, Manuel. Etnias e Culturas no Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exercito, 1980.

 

 


Inadequado falar em “índio”.
Mais adequado falar “POVOS INDIGENAS NOBRASIL” e não “do Brasil”. Pois existem inúmeros povos indígenas que parte mora m no Brasil e parte reside em outro país. Exemplos- Yanomanis, Guaranis, Chiquitanos
 

Anotações Culturas Negras no Brasil


Anotações Culturas Negras no Brasil

Resumo de trecho do livro

Antropologia: uma Introdução. 6.ed. p.269 – 288

 

No Brasil mesclaram etnias e culturas diferentes. Mesclaram negros, indígenas, asiáticos e europeus.                             169

 

Concorreram para isto os processos de mestiçagem e aculturação que se

Iniciaram no começo do período colonial

 

Estes grupos étnicos diversificados –indígenas, africanos, europeus e asiáticos – não constituíam raças na verdadeira acepção da palavra.  Eram grupos heterogêneos, com diversidade de valores, portadores de origens diversas, legaram uns aos outros, a partir dos primeiros contatos, traços e valores de suas culturas               169

 

Grupo étnico é aquele que se perpetua por meios biológicos e partilha cultura comum, comunicando-se e interagindo de tal forma que se torna fácil a identificação de seus membros                             169

 

É uma forma de organização social

 

Negros

Teve deste o inicio um papel relevante nos destinos do povoamento, da economia e da formação da sociedade

 

Em algumas regiões, as influencias africanas imprimiram a subcultura regional traços extremamente marcantes nas expressões materiais, espirituais e simbólicas.

Estas regiões se diferenciam nitidamente de outras culturas. Exemplo Nordeste (PP a Bahia) com a região Sul, de colonização européia.

 

Estima-se entre 3,5 a 4 milhões de escravos trazidos do continente africano para o Brasil            274

 

Durante três séculos (1575 – 1850) foram introduzidos no Brasil milhares de escravos oriundos do litoral e do interior da África

 

Contribuição Cultural dos Negros                 279

 

Cultura Material                     279 – 280

Escultura em madeira – ídolos do culto religioso,

Desenhos para a ornamentação de peijis e altares, figas, braceletes, bateia

 

Objetos de bronze e outros metais – armas de caça e pesca sabres, punhais, etc. material de mineração

 

Na arquitetura na construção de\mocambos de terra batida e outros tipos de habitações populares

Arte para confecção de vasos de barro, de cesta ria, com peças de palha

Uso de panos vistosos de algodão

 

Instrumentos musicais – principalmente de percussão – tambores, atabaques, campandulas, agogôs, adjás, gonguês, flautas e afofiés, tambor de macumba e candomblé, zambê, cuíca, berimbau

 

Na Culinária –

Complexo do inhame, uso de azeite de dendê, vatapá, acaçá, bobô, abará, efó,

Uso de pimenta na comida                280

 

Cultura Imaterial                    280 – 283

Sobrevivências negras nos campos religiosos, literário, lingüístico

Religiões – candomblés, Macumba, Xangô, Tambor, Batuque                    280- 281

 

Influencia na literatura popular – contos, fabula, lendas, poesias, e autos populares

 

Danças – Jongo, Batuque, maracatu, cocó - de –zambê, os congos             281

 

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ETNOCENTRISMO E RELATIVISMO



ETNOCENTRISMO E RELATIVISMO

Etnocentrismo
É uma visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é a existência [...]” (ROCHA, 1986, p.7)

O choque gerador do Etnocentrismo nasce, talvez, na constatação das diferenças (ROCHA, 1986, p.8 – 9)
A diferença é ameaçadora porque fere nossa própria identidade cultural

O grupo do “eu” e o grupo do “outro”
O grupo do “eu” faz, então, da sua visão a única possível ou, mais discretamente se for o caso, a melhor, a natural, a superior, a certa.
O grupo do “outro” fica, nessa lógica, como sendo engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível.  (p.9)

“Grupo do eu”
“[...] o ‘nosso’ grupo, que come igual, veste igual, gosta de coisas parecidas, conhece problemas do mesmo tipo, acredita nos mesmos deuses [e deusas], casa igual, mora no mesmo estilo, distribui o poder da mesma forma, empresta a vida significados em comum e procede, por muitas maneiras, semelhantemente.      (ROCHA, 1986, p.8)

“Grupo do outro”
“[...] O “grupo do ‘diferente’ que as vezes, nem sequer faz coisas como as nossas ou quando as faz é de forma tal que não reconhecemos como possíveis.  E, mais grave ainda, este ‘outro’ também sobrevive a sua maneira, gosta dela, também está no mundo e, ainda que diferente, também existe.

Monólogo Etnocêntrico
“[...] pode, pois seguir um caminho lógico mais ou menos assim:
Como aquele mundo de doidos pode funcionar? Espanto!
 Como é que eles fazem? Curiosidade perplexa?
Eles só podem estar errados ou tudo o que eu sei está errado!  Dúvida ameaçadora?
Não, a vida deles não presta, é selvagem, bárbara, primitiva!  Decisão hostil.

Podemos acrescentar a decisão que aparece frequentemente no “etnocentrismo forte, radical”
O “outro” (aquele considerado diferente) a sua forma de ser ou a sua cultura deve desaparecer (ir para outro local), acabar, se consertar à força, sumir, morrer, pagar pela sua diferença [pecado] etc. Não tem salvação aqui e nem na outra vida [céu]
            - é o caso de forçar a mudança da cultura ou parte da cultura de ciganos, povos nomades,
            - genocídio de povos nativos (no USA, Brasil);
            - casos de homofobia (proibição de demonstrações de afeto em espaços públicos)
            - aceitação condicionada (não viva a tua vida, faça as coisas escondidas e lhe aceitamos)
            - interpretações religiosas (pecado, não ter salvação, ir para o inferno)

O Etnocentrismo não propriedade de uma única sociedade. Mas na nossa sociedade revestiu-se de um caráter ativista e colonizador com que os mais diferentes empreendimentos de conquista e destruição de povos. (ROCHA, 1986,p.10)

[Lembrar dos ataques aos diferentes (índios, pobres, gays, nordestinos) mostrados pela imprensa nos últimos meses]
[Existência de níveis diferentes de Etnocentrismo] 
Exemplos de Etnocentrismo Leve (negação de discutir a diferença, piadas, falatório etc.) até ao Etnocentrismo Pesado (violências, expulsão, exclusão, morte)
O conceito de Etnocentrismo é mais amplo, abrangendo julgamentos de outras coisas do outro além da Cultura. Por exemplo: aparência, orientação sexual, alimentação, comportamento etc.
Ver paginas 18 a 20 do livro O que é Etnocentrismo

Etnocentrismo nos Meios de Comunicação
Na indústria cultural - TV, radio, revistas, publicidade, cinema, radio- são criados um enorme conjunto de “outros” que servem para reafirmar, por oposição, uma serie de valores de um grupo dominante que se auto – promove a modelo da humanidade.
Citar exemplos em programas de TV, publicidades, revistas etc.

Nossas próprias atitudes frente a outros grupos sociais com os quais convivemos nas grandes cidades, são muitas vezes, repletas de resquícios de atitudes etnocêntricas. Rotulamos e aplicamos estereótipos através dos quais nos guiamos para o confronto cotidiano com as diferenças. As ideias etnocêntricas que temos sobre as “mulheres”, os “negros”, os “empregados”, os “paraibas de obras”. os “colunáveis”, os “doidões”, os “surfistas”, as “dondocas”, os “velhos”, os “caretas”, os “vagabundos”, os gays e todos os demais “outros” com os quais temos familiaridade, são uma espécie de “conhecimento”, um “saber”, baseado em formulações “ideológicas”, que no fundo transforma a diferença pura e simples num juízo de valor perigosamente etnocêntrico” (ROCHA, 1986, p.18 – 20)

Estereótipo
É [...] uma tendência à padronização, com a eliminação das qualidades individuais e das diferenças, com ausência total do espírito critico nas opiniões sustentadas’
[...] É um modelo rígido e anônimo, a partir do qual são produzido, de maneira automática, imagens ou comportamentos”.
(SANT’ANA In: MUNANGA, 2001, p. 57)

Estereótipos podem ser positivos. Exemplo: todo o alemão é inteligente, todo japonês é trabalhador
Ou pode ser negativo Exemplo – os mato-grossenses são preguiçosos, comida boliviana é sem higiene.
Pode também não ser valorativo, por exemplo: todo gay faz sexo anal

Estereótipos objetivam
            Justificar uma suposta inferioridade
            Justificar a manutenção do status quo
            Legitimar, aceitar e justificar a dependência, a subordinação e a desigualdade
(SANT’ANA In: MUNANGA, 2001, p. 58)

Posição perante a DIFERENÇA
- É pensada como esquisita, exótica, intolerável, [pecado]
- Pode nos surpreender, escandalizar, horrorizar, ou até nos encantar
- Provoca -> tensão, desconfiança, medo, pânico, repulsa, nojo, irritação, intolerância, aversão   (BANDEIRA, 1995, p.21)

““. A diferença nos incomoda, nos descentra, porque afeta nossas certezas, nossa segurança.
Julgamos sobre “o outro” a responsabilidade das diferenças, recusamos a considerá-lo igual. (BANDEIRA, 1995, p.21)
O Etnocentrismo é um pré-conceito étnico – cultural
Pode ocorrer numa relação entre povos ou no interior de uma mesma sociedade
O Etnocentrismo pode assumira expressão de extrema violência contra “os outros
Por exemplo – o racismo, a violência religiosa, [a homofobia]    (BANDEIRA, 1995, p.21)


RELATIVISMO
Relativizar é não transformar a diferença em hierarquia, em superiores e inferiores ou em bem ou mal, mas vê-la na sua dimensão de riqueza por ser diferença.  (ROCHA, 1986, p.20)

Relativizamos quando                      (ROCHA, 1986, p.20)
- Quando o significado de um ato é visto não na sua dimensão absoluta, mas no contexto em que acontece;
- Quando vemos que as verdades da vida são menos uma questão de essência das coisas e mais uma questão de posição;
- quando o significado de um ato é visto não na sua dimensão absoluta mas no contexto em que acontece;
- quando compreendemos o “outro”  nos seus próprios valores e não nos nossos;
- ver que a verdade está mais no olhar do que naquilo que é olhado;
- é não transformar a diferença em hierarquia, em superiores e inferiores ou em bem e mal,mas vê-la na sua dimensão de riqueza por ser diferença.

Relativismo Cultural
[É negação do Etnocentrismo, ou seja, de julgar a cultura do “outro” tendo como referência a nossa própria cultura.]
Deriva da constatação de que a avaliação de cada cultura e do conjunto das culturas existentes varia de acordo com a cultura da pessoa que faz a avaliação.

Os critérios que se usa para classificar uma cultura são culturais.  Ou seja, segundo essa visão, na avaliação de culturas e traços culturais tudo é relativo.

Crítica ao Relativismo Cultural
José Luiz dos Santos faz uma critica ao Relativismo Cultural, pois a história da humanidade demonstra que alguns países (no exemplo citado os países capitalistas centrais [Europa Ocidental, USA, Canadá, Japão) possuem maior capacidade de produção material do que outros países [lembrar que conhecimento técnico faz parte da cultura]. Com base nesta superioridade conquistam e destroem povos e nações, fazendo com que sua civilização torne dominante a nível mundial (civilização mundial).

Na minha compreensão na história dos povos temos de “ver” a superioridade da cultura de povos diferentes (no mínimo a parte material e os conhecimentos tecnológicos), para entender a dominação de um povo por outro, e a hegemonia de um povo (lembrar que sempre é transitória). Caso isto não se considere este ponto de vista, podemos “cair” no Determinismo Racial, considerando que existem “raças” superiores e “raças” inferiores.

A compreensão dessa civilização mundial exige o entendimento dos múltiplos percursos que levaram a ela.  O estudo das culturas e de suas transformações é fundamental para isso.   (p.17)

Considera que enfatizar a relatividade de critérios culturais é uma questão estéril quando se depara com a história concreta, que faz com que essas realidades culturais se relacionem e se hierarquizem.  (p.17)

Relativismo em relação ao preconceito étnico-cultural
Tese da unidade da espécie humana
- A mesma origem, os seres humanos são da mesma espécie Homo Sapiens se cruzam e geram filhos férteis

As diferenças de traços externos entre as populações humanas, consideradas como diferenças raciais resultam de um longo processo de adaptações as condições especificas [diferentes condições do meio ambiente MAIS mutações]
(BANDEIRA, 1995, p.)

O Relativismo dá condições ao Antropólogo [as pessoas em geral]
- No estranhamento do familiar, do próximo, do conhecido (o olhar antropológico)
- O Relativismo além do estranhamento e de não utilizar a nossa cultura como melhor ou superior às outras.  Exige algo além da neutralidade que é o comprometimento como o outro, ou seja, a participação nos esforços de superação do processo de dominação [do racismo, intolerância religiosa, homofobia etc.] (BANDEIRA, 1995, p. 30)

ALTERIDADE, ESTRANHAMENTO
Levar em consideração a alteridade é uma forma de relativizar.

De acordo com Laplantine “A antropologia [...]é o estudo de todas as sociedades humanas (a nossa inclusive) , ou seja, das culturas da humanidade como um todo em suas diversidades históricas e geográficas”  (1995,p. 20)

Laplantine considera necessário na prática antropológica de se ter um estranhamento (depaysement) ,ou seja, a não considerar a nossa sociedade, como o “centro do mundo” , como referencia para analisar e julgar as outras culturas. É questionar o que julgamos certo e natural.  É notar de que o menor  dos nossos comportamentos (gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem nada de natural, são ,na realidade, o produto de escolhas culturais  “[...] aquilo que tomávamos por natural em nós mesmos é, de fato, cultural; aquilo que era evidente é infinitamente problemático [...]”(1995,p. 20)

Considera que “[...] o conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única.” (1995,p. 20)

Propõem uma revolução no olhar (revolução epistemológica)          (1995, p.22 - 23
- uma ruptura com a ideia de que existe um “centro do mundo”, e correlativamente, uma ampliação do saber;
- deixar de identificar nossa pequena província [sociedade em que vivemos] com a humanidade;
- romper com a “naturalização do social” (como se nossos comportamentos estivessem inscritos em nós desde o nascimento, e não fossem adquiridos no contato com a cultura na qual nascemos [e vivemos];
- romper com a identificação do sujeito com ele mesmo [si mesmo],e da cultura com a nossa cultura (romper com o humanismo clássico);
- [considerar que o outro, bem como a sua cultura, é uma das possibilidades do eu]

O que caracteriza os seres humanos  é a sua aptidão praticamente infinita para inventar modos de vida e formas de organização social extremamente diversas

Considera que “[...] assim como uma civilização adulta deve aceitar que seus membros se tornem adultos, ela deve igualmente aceitar a diversidade de culturas, também adultas”  (1995, p.24

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ALTERIDADE
Álter – o outro semelhante a mim
Ter postura relativista em relação a Cultura (ou elementos Culturais de determinado Cultura) significa tentar através do pensamento se colocar no lugar do outro (Alteridade), e lembrar que temos a Cultura (feito de ser, comportamento típico) do povo, grupo social onde fomos criados e socializados.  Por exemplo: se na Cultura de determinado povo permite a nudez publica de adultos, se eu nascesse e fosse criado lá, não teria o mal estar da nudez de adulto em público característico de nossa sociedade.
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ANTROPOLOGIA
A Antropologia Social [também denominada de Antropologia Social] é a ciência que estuda as diferenças entre os seres humanos. E ela possui o compromisso de superar o Etnocentrismo. (ROCHA,1986, p.20 – 21)
[...] Diferentemente do saber de “senso comum”, o movimento da Antropologia é no sentido de ver a diferença como forma pela qual os seres humanos deram soluções diversas a limites existenciais comuns.  Assim, a diferença não se equaciona  com a ameaça, mas com a alternativa.  El anão é uma hostilidade do “outro”, mas sim uma possibilidade que o “outro” pode abrir para o “eu”(ROCHA, 1986, p.21)

BIBLIOGRAFIA
BANDEIRA, Maria de Lurdes. Antropologia: Cultura e Sociedade no Brasil. Cuiabá: Universidade Federal de Mato Grosso, 1995.

MUNANGA, Kabengele (Org.). Superando o racismo na escola. 3. ed. Brasília: Ministério da Educação, 2001.

SANTOS, José Luiz dos. O que é Cultura. 9. ed. São Paulo:Brasiliense, 19—

ROCHA, Everardo P.Guimarães.  O que é Etnocentrismo. 3. ed. São Paulo:Brasiliense, 1986.


LAPLANTINE, François.  Aprender antropologia. 8.ed. São Paulo:Brasiliense,1994.